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A maior dúvida na relação entre autismo e educação é a que envolve a inclusão dessa criança em um ambiente escolar regular. Trata-se de um questionamento comum entre os pais e até entre os educadores.

Diante das dificuldades desses alunos em acompanhar o ritmo de aprendizagem dos demais, e, também, de uma possível resistência à adaptação a rotina escolar, há quem defenda que os autistas precisam frequentar classes especiais.

Entretanto, os discursos mais aceitos são os de que tais crianças, por sua condição, dadas as dificuldades de interação social, não deveriam ser impedidas de ter a oportunidade de interagir. Devido à complexidade das relações em um ambiente escolar, por apresentar sujeitos com diversos princípios, culturas e valores, a chance de um envolvimento próximo com colegas que lhe mostrem alguma afinidade é possível.

Além disso, podemos ainda citar algumas outras benesses da inclusão da criança autista no meio escolar, como:
Estimula diversas capacidades da criança: autistas, em geral, apresentam uma sensibilidade sensorial afinada, e o que pode ser um problema em alguns casos, torna-se uma vantagem em outros.

Essa sensibilidade pode tornar as habilidades, como as de visualizar padrões, perceber sons e entender códigos, bem mais aguçadas em autistas.
Dessa forma, a escola tem a possibilidade de perceber e estimular essas habilidades, fazendo com que essa criança se sinta parte integrante das práticas escolares. E, ainda nesse contexto, a capacidade de interagir por meio da fala pode ser ampliada ou mesmo propiciar à criança criar a sua própria maneira de se comunicar com outras.

Ajuda a socializar: a oportunidade de socialização inerente a um ambiente escolar deveria ser bem-vinda para as crianças com autismo, principalmente se começar bem cedo. Essa criança pode ser incentivada a progressivamente participar de atividades diversas, ampliando, assim, as suas chances de lidar naturalmente com outras pessoas.

Dessa forma, criando um ambiente favorável para o autismo e educação. Com a rotina de interações, as barreiras de receio ao toque ou a introspecção podem ser amenizadas e permitir a essa criança uma vivência mais sociável.

Permite toda turma aprender a lidar com a diferença: essa razão pode ser justificativa para a inclusão por si só. Somente o fato de proporcionar às crianças a aceitação e a capacidade de conviver com o diferente já torna essa prática positiva.

Isso se explica pela razão de que crianças tolerantes e amigáveis se tornarão cidadãos que farão questão de interagir respeitosamente com todos, facilitando a vida de autistas e de todas as outras pessoas.

Dessa forma, é importante que as crianças portadoras de necessidades especiais ajudem as outras a despirem os seus preconceitos e verem a diferença como oportunidade de soma.
O mais lógico a visualizar nessa reflexão é que todos os envolvidos nessas interações têm algo a ensinar, algo a aprender e muito a ganhar.