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Ela é uma das artistas mais queridas da teledramaturgia brasileira. Deborah Secco comemora nesse ano, 30 anos no ofício que começou ainda na infância. O início foi aos 8 anos de idade, fazendo comerciais publicitários na TV. Três anos depois, já fazia sua primeira novela, “Mico Preto” na Rede Globo. Sua espontaneidade frente às câmeras foi tão positiva, que foi emendando um folhetim no outro. “Escolinha do Professor Raimundo”, “Confissões de Adolescente”, “A Próxima Vitima”, “Suave Veneno”, “Laços de Família”, e “Insensato Coração” são alguns dos projetos que integrou. No currículo contabiliza mais de 60 trabalhos entre TV, cinema e teatro. E por falar nos palcos, a atriz esteve recentemente em cartaz na região de Campinas estrelando a peça “Uma noite dessas”, monólogo escrito e dirigido pelo dramaturgo Hamilton Vaz Pereira. Em cena, ela conta a história de uma atriz em dúvida se participa ou não de um musical sobre divas. Com o término das gravações da penúltima temporada de “Malhação – Pro Dia Nascer Feliz”, férias por enquanto só da telinha. Porque nas telonas, a mãe da pequena Maria Flor encerrou as filmagens de seu próximo filme “Mulheres Alteradas”, baseada na obra da autora argentina Maitena. A maternidade definitivamente transformou a vida da nossa entrevistada de capa. A seguir, ela nos conta detalhes de um dos momentos mais importantes de sua trajetória humana.

Baronesa: Conta um pouco sobre a experiência da maternidade.

Deborah Secco: Eu costumo dizer que mudou tudo. Hoje, a minha vida inteira, tudo o que eu faço é pensando na minha filha. Antes, eu só pensava em mim mesma, eu vivia para mim, somente. Hoje, eu vivo por ela, pra ela. O que eu aprendi, é que o amor pode ser ainda maior do que eu imaginava. O Hugo está presente em todos os momentos, desde quando a Maria nasceu. Ele faz exatamente tudo. Quando temos algum compromisso, sempre tentamos alinhar para que um de nós esteja com ela. A presença do pai é fundamental em todos os momentos. Ela é muito carinhosa, risonha, é uma criança alegre e feliz. Já não me lembro como era a minha vida antes de Maria Flor.

Qual o maior desafio na criação de um filho?

Acho que o mais difícil é passar bons princípios e valores às crianças. Isso é algo que eu e o Hugo sempre pensamos; que ela cresça dessa forma, com bons princípios e valores. Livre para escolher ser, o que ela quiser ser, mas dentro dos valores que acreditamos serem corretos.

O que muda na vida do casal?

Meu marido é muito parceiro! Combinamos de nunca ficarmos fora de casa ao mesmo tempo. No máximo minha mãe fica com a Maria. Mas ultimamente estamos fazendo nossos jantares românticos em casa mesmo. E a primeira vez que fui trabalhar fora, em São Paulo? Saí de casa chorando.

Você se preocupa em compartilhar fotos da pequena nas redes sociais?

Eu faço os posts, como qualquer outra mãe orgulhosa da sua filha. A Maria não é diferente de ninguém. E não é por ser filha de uma pessoa pública que ela deve aparecer mais ou menos. Eu acho todos os momentos tão lindos, que gosto de compartilhar com as pessoas que me acompanham.

De que maneira voltou à boa forma após a maternidade? E o que não falta em seu closet na hora de compor um look?

Eu tenho me dedicado, exclusivamente, à minha filha desde que ela nasceu. Poucos são os momentos que eu tenho tirado para cuidar de mim. Eu tenho sorte de ter uma genética boa e por isso meu corpo voltou muito rápido. Eu não tenho muitos truques de beleza. O que eu faço é, basicamente, lavar bem o rosto pela manhã e passar um creme específico, e de noite, da mesma forma. Na hora de me vestir sou básica. Adoro um jeans e camiseta. Gosto também de macacões, dependendo da ocasião.

Como foi a experiência de viver a Tânia de Malhação?

Adorei fazer Malhação. Essa troca com os novos atores é muito bacana. Toda vez que eu saia de casa para trabalhar, me dava um aperto no coração. E, sempre que estou trabalhando, penso, assim que puder, voltar para casa e aproveitar todos os momentos com a Maria. Eu amo trabalhar, mas estar com a minha filha é melhor ainda. Na série “Louco por Elas”, eu já tinha filhas adolescentes. Depois que me tornei mãe, ficou bem mais especial. Sei o que elas sentem a proteção e o amor. Ser mãe ultrapassa tudo que eu achava o que era.

Qual balanço você faz desses 30 anos de carreira?

Eu aprendi bastante. Conheci pessoas essenciais na minha carreira. Amadureci muito e com o passar do tempo, só tive mais certeza de que era isso que eu queria pra mim. Eu já estou nessa profissão há muitos anos. Às vezes, a gente vai perdendo o frio na barriga. É muito bom receber de braços abertos, uma galera jovem que está com muita vontade de trabalhar em nosso ofício.