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Ícone do humor brasileiro, o apresentador da Record TV retorna em nova temporada mais irreverente do que nunca.

Aos 34 anos, Fábio Porchat de Assis pode se considerar um dos artistas mais bem sucedidos de sua geração. Multifacetado, ele reúne habilidades no oficio que se dedica da maneira visceral. Versátil, não teme ousar, seja na Web; com sua trupe no canal “Porta dos Fundos”, na sétima arte; nos palcos ou na telinha. E pensar que tudo começou em 2002, no “Programa do Jô”, quando pediu uma oportunidade ao apresentador para encenar uma esquete da série “Os Normais”. Até então, era um aluno do curso de Administração.

Nem precisa dizer que dali em diante, trancou a matrícula da faculdade, para se enveredar pelo caminho das artes cênicas, lapidando sua verdadeira vocação na área. Na Rede Globo participou dos humorísticos: “Zorra Total”, “Junto e Misturado”, “A Grande Família”. Faz sucesso também na TV fechada em atrações no gênero tais como: “Vai Que Cola”, “Tudo Pela Audiência”, “Porta Afora”. Com a amiga e atriz Miá Mello fez do projeto “Meu Passado Me Condena” um dos maiores fenômenos de bilheteria do cinema nacional, ultrapassando a marca de 1 milhão de expectadores. O trabalho foi adaptado em outros formatos, resultando na consagração dos artistas junto ao público e a crítica. Desde 2016, comanda o talk-show “Programa do Porchat” nas madrugadas da Record TV, aceitou o desafio de integrar a atração “Papo de Segunda” no GNT e vem filme novo por ai: “Mude de Vida, Pergunte-Me Como” uma comédia romântica com a participação de Dani Calabresa. A inquietude faz de Fábio Porchat o “cara”.

Revista Baronesa: O que o público pode esperar dessa nova temporada do “Programa do Porchat”?

Fábio Porchat: Continuamos com os quadros que deram certo como o “Tela Vista”, dentre outros. A cantora Ludmilla trará sua mãe e juntas participarão do “Eu Nunca”. O “Emergente como a gente” com o [humorista] Paulo Vieira vai seguir, as pessoas se identificam muito, funciona na TV e internet. Já temos mais de um milhão de inscritos no canal. “Brasil dividido” e “Teste Vocacional” são as próximas novidades. E se eu não continuar indo na casa das pessoas verificando se elas estão assistindo ao programa e dando cem reais, elas me matam! Gosto dessa interação, de ir ao encontro das famílias. É engraçado, muito bacana. Começamos inicialmente em São Paulo, a coisa cresceu, já fomos à Salvador, Goiânia, Recife… Continuamos nessa linha de jogos, brincadeiras, monólogo inicial falando e brincando com política, embora esse seja um ano de eleições, terá algum momento em que as emissoras não poderão falar sobre os candidatos por uma questão de regra da lei.

Como nasceu a ideia de reproduzir o clipe “Vai Malandra” da cantora Anitta?

Gravei para a abertura do programa, ficou bem engraçado, eu, dançando de fita isolante na laje de Paraisópolis (risos). E contamos com a participação da Jojo Todinho!

Qual o balanço você faz desses dois anos do programa?

Desde minha primeira entrevista com a Sasha, estou vendo como a coisa funciona. A repetição me ajuda a entender e melhorar. Eu vejo uma evolução e isso me deixa feliz. Programa diário é enxugar gelo. Não dá para pensar muito na frente, daqui cinco meses. É muito agora, todos os dias produzir entrevistas. Na TV aberta a pressão é maior, atingimos um número grande de pessoas e elas nos observam bastante. Precisamos ter fôlego e firmeza para segurar essa pressão.

De que maneira você encara a concorrência no gênero?

São muitos programas de talk-show acontecendo na atualidade: “Conversa com Bial”, “Lady Nigth”, “The Noite”, é engraçado observar que esse formato foi se instaurando. O Jô (Soares) implementou e popularizou esse gênero, e cada um tem seu estilo e sua particularidade. Assisto a todos para saber o que está acontecendo e ver quem já foi entrevistado. É legal o público ligar a TV, mais ou menos no mesmo horário, e ter diversas opções do mesmo segmento acontecendo. Acho ótimo que tenha concorrência, quanto mais gente no humor, melhor para todos, nos instiga a fazer algo legal.

Como lida com os imprevistos no ar?

O bom do politicamente correto, é que todos precisam pensar bem antes de falar. Isso é ótimo e vale não só para o comediante, mas o político, o professor, etc. Estou mais treinado. As brincadeiras não podem ser agressivas: ‘ah, fulano é gordo, feio. A mulher é gostosa’. Isso a gente corta. O negócio é sair do lugar comum de outras formas. No caso da Rita Cadillac eu reconheci um erro e pedi desculpas, criamos o nosso próprio “TV Fama”, fiz uma gravação, só eu tinha essas imagens, eu repercuti e mostrei a reconciliação. Foi tranqüilo, mas é um exercício, se necessário, precisamos fazer toda semana.

Pretende seguir no gênero por muito tempo?

Renovei meu contrato por mais dois anos. Foi bom porque comecei a reformar o meu apartamento, já estou garantido (risos). Fico feliz em seguir, as coisas estão funcionando com o público e a critica.

Recentemente você estreou no programa de debates “Papo de Segunda” no GNT.

Será uma ótima forma para aliar trabalho e estudo. O programa virou uma grife e por isso mesmo é uma grande responsabilidade estar ali dando opinião e comandar a roda ao mesmo tempo.

Profissionalmente você desenvolve múltiplas atividades. Toda essa energia é decorrente do seu bom humor no dia a dia?

Eu durmo bem menos do que deveria, mas acordo alegre, fazendo piada de tudo. No trânsito, por exemplo, fico menos humorado (risos). Ser reconhecido pelo trabalho é bom demais, o ruim é que não passo mais batido. E nesse processo de criação, é muito importante a observação sem ser notado. Disso sinto falta.