Post Type

Em tempos em que muitas mulheres não pretendem ter filhos em nome da individualidade, da carreira ou da vida corrida, ainda há muitas delas que acreditam na máxima de que ser mãe é padecer no paraíso. Para nossas entrevistadas, não há dúvidas que, entre desafios e dificuldades, ter filhos é uma experiência única, especial, enriquecedora e absolutamente deliciosa. Para elas, dar e receber amor é uma forma de felicidade plena, vivida entre dias alegres e noites mal dormidas, sob risos, sorrisos e algumas lágrimas. Em idades diferentes, em situações distintas, confira a história de mulheres bem-sucedidas na vida e na maternidade

Mãe de mulheres!
“Sempre fui muito voltada às minhas filhas. Quando eram pequenas, parei de trabalhar para me dedicar a elas. Depois de oito anos retomei o trabalho e fiz minha carreira. Valeu muito à pena. Hoje, o carinho e o amor que recebo me completam. Cada beijo e aperto de mão são um afago à alma. Claro que não posso mais mantê-las sob minhas asas. Por isso, não tenho dúvidas: é muito mais difícil ter filhos adultos do que pequenos!
Agora, conversamos de igual para igual, o diálogo é o principal caminho. Falo tudo o que penso, alerto e oriento o tempo todo. Não as deixo viver sem minhas opiniões e conselhos”.
Dalva Reis, vendedora, 62, mãe de Annie (25) e Andréa (23)

Mães Totais! - Dalva

Mães Totais! – Dalva

Mãe jovem!
“Fui mãe aos 18 anos.  No início parecia ser um ‘brincar de boneca’. Depois a ficha cai e aí você percebe que será mãe para a resto da vida. Nossa proximidade de idade tem a vantagem de nos fazer muito próximas e muito amigas. Ela conta tudo para mim, como se eu fosse uma irmã. Por ser nova, consigo ter vitalidade e entender o universo dela com facilidade. É muito bom ter uma filha. Conversamos muito, brincamos, saímos para ir ao shopping e assistimos muitos filmes juntas. Também conto e leio muitas histórias para Gabi. Somos companheiras”
Camila Moreira, 27, assistente de fotografia, mãe de Gabriela (9)

Mães Totais! - Camila

Mães Totais! – Camila

Mãe de bebê!
“Ser mãe de bebê é muito bom. Nessa fase a criança explora  o mundo e descobre cada detalhe. É maravilhoso ver a evolução do ser humano, você se apaixona por cada ato. O desafio maior é interpretar o que ele deseja e realmente necessita quando recém-nascido. Com o passar dos meses, esses cuidados se tornam hábitos e tudo fica mais fácil. A rotina do banho, alimentação e sono tornam-se pura diversão. Aprendo com o Felipe, a cada dia, que mãe sabe como fazer. Não tem livro de formação. Mãe e filho se entendem rapidinho e pronto. Claro que, desde que meu filho nasceu, meu pensamento é todo para ele. Faço, decido e realizo pensando sempre no bem estar dele. Sempre quis ser mãe, mas quando me tornei, todas as minhas expectativas foram superadas. Sinto uma paz que preenche minha existência”
Renata Rondini, 32, jornalista, mãe de Felipe, de 1 ano e 4 meses

Mães Totais! - Renata

Mães Totais! – Renata

Mãe de filho único!
O Cadu é filho único e também neto único: o mais paparicado! Quero protegê-lo, às vezes chego ao extremo, porém sei que tenho que dosar esta proteção, caso contrário ele poderá ter problemas ao longo de sua vida, mas é difícil. Procuro ser extremamente realista, me preocupo quanto à formação de seu caráter e personalidade, por isso estou atenta ao que ensino. Ele é meu espelho, não vai adiantar cobrar sem dar bom exemplo! Meu filho é meu companheiro, fazemos tudo juntos, principalmente ver filmes e praticar esportes.  Ser mãe é inexplicável, maravilhoso, único! Só depois que passei a ser mãe, passei a entender meus pais.
Elisângela Coelho, 35, administradora, mãe de Carlos Eduardo, 9

Mães Totais! - Elisângela

Mães Totais! – Elisângela

Mãe de adolescente!
Ser mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional.  Qualquer fase na vida de um filho apresenta alguns aspectos complicados de se lidar. Tenho um filho na pré-adolescência e outro realmente adolescente. Conversamos muito. Tento diminuir o máximo possível esta barreira imposta por eles. Todos os pais temem que o filho se envolva com as drogas e com más companhias, além do medo dele acreditar que a rebeldia faz parte dessa fase. Sou durona nas horas que eles precisam de um puxão de orelha, mas, ao mesmo, tempo adoro fazer parte de suas vidas – vou a shows com eles, cinema, conversamos sobre música e até mesmo sobre aquele temido assunto: sexo.
Silvia Faria, 42, mãe de Gustavo, 16, e Fernando, 11

Mães Totais! - Silvia

Mães Totais! – Silvia

Mães aos 20 e mãe aos 40 anos!
Aos 20, fazia faculdade, trabalhava e cuidava da Bárbara. Foi muito difícil, tudo muito corrido e confuso. Precisava me firmar na carreira e ser mãe. Tivemos pouco tempo. Por outro lado, havia um pique maior para correr, brincar, cuidar. Tive que trocar a quantidade pela qualidade. Agora, vejo que deu certo. Hoje, ela está com 23 anos e somos muito amigas.
Aos 40, depois de 20 anos da primeira gravidez, resolvi engravidar novamente e foi totalmente diferente. È melhor engravidar com mais estrutura. Com esta idade, nos dedicamos mais ao filho. No entanto, nos  tornamos mais acometidas, protetoras, arriscamos menos.
Convivo com dois universos diferentes o tempo todo e sinto que ambos precisam de mim, de forma diferente, mas na mesma intensidade.
Kelen Fernandes, 43, jornalista, mãe de Bárbara, 23, e Bruno, 3

Mães Totais! - Kelen

Mães Totais! – Kelen

“…Mãe, eu queria nascer outra vez…
Para receber de novo seu carinho
A hora do banho, do leite quentinho
Saindo dos teus seios para me saciar
Queria voltar para junto de ti
Nas horas incertas para ouvir as palavras certas…”
(trecho do poema Saudade de Mãe, da escritora Irsemes Wiesel Benedick)