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A doença de Alzheimer é um tipo de demência que causa perda de memória, dificuldades de encadear os pensamentos e alterações comportamentais, sendo uma das maiores causas de declínio cognitivo em todo o mundo. Até agora nenhuma terapia ou medicamento tem se demonstrado efetivos no tratamento da doença como um todo, ou de alguns de seus aspectos, como o da perda da memória e diminuição da cognição.
Entretanto, pesquisadores da Universidade da Califórnia lançam agora uma perspectiva que pode dar uma esperança para mudar este quadro desalentador.
Resultados de um estudo piloto realizado em humanos foram publicados online no dia 27 de setembro na revista científica Aging. O estudo contou com a participação de 10 pacientes que apresentavam perda de memória associada com doença de Alzheimer ou a déficit cognitivo leve ou moderado. Os pacientes foram submetidos a uma abordagem terapêutica que não incluía medicamentos ou cirurgia. Cada paciente seguiu um programa de estilo de vida personalizado, porém, com vários elementos compartilhados. Entre eles, exercício físico regular, alto consumo de frutas e vegetais, eliminação de carboidratos simples da dieta, consumo de peixes (evitando os produzidos em criadouros), regramento do horário de refeições permitindo períodos de jejum entre elas, estabelecimento de padrões de sono regulares, estratégias de redução de estresse como ioga e meditação. Além disso, os participantes receberam uma variedade de vitaminas e complementos.
Nove dos dez pacientes apresentaram uma melhora objetiva ou subjetiva da cognição a partir de 3 a 6 meses do programa. Seis dos pacientes que haviam parado de trabalhar devido ao problema de memória puderam voltar às suas atividades.
Deve-se salientar que, apesar de animadores, estes são resultados de um pequeno estudo piloto e que estudos clínicos extensos são necessários para comprovar estas boas expectativas.
Há esperança que no futuro esta abordagem – que procura reestabelecer um equilíbrio fisiológico do organismo – possa servir de um importante auxiliar das terapêuticas farmacológicas, que até agora, sozinhas, demonstraram-se ineficientes no tratamento da doença de Alzheimer.

Fonte: Equipe ABC da Saúde