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A Revista Baronesa foi conversar com a psicóloga e orientadora profissional Rafaela Brissac sobre a escolha de carreira dos jovens, e como os pais podem auxiliar neste momento. Confira a entrevista na íntegra:

 

Revista: Para ajudar a escolher a profissão, ainda são aplicados os testes vocacionais?

Rafaela Brissac: Essa geralmente é a pergunta da maioria dos pais e adolescentes quando buscam por uma orientação profissional: – Você faz teste vocacional? Atualmente, os testes são utilizados como parte de um processo mais amplo e mais complexo, que normalmente chamamos de Orientação Profissional. De forma isolada, um teste de interesses por exemplo, traz algumas informações relevantes, mas o seu resultado não deve ser visto como determinante para a escolha profissional do jovem. Isto porque estaremos tratando de um único aspecto, que neste exemplo, seriam os “interesses”, mas existem outros aspectos que podem e devem ser trabalhados num processo de orientação profissional.

 

Revista: E quais são os aspectos que normalmente são trabalhados em um processo de orientação?

Rafaela Brissac: Geralmente, a Orientação Profissional deve propiciar o autoconhecimento do jovem, por meio de atividades que levem em conta a sua história de vida, o seu perfil de personalidade, os seus interesses e valores. Além disso, a informação sobre as profissões é muito importante, tanto em relação ao curso, quanto em relação à atuação profissional.

 

Revista: E eles conseguem fazer uma escolha certa sendo tão novos?

Rafaela Brissac: De fato, o mais comum é que esta escolha seja realizada por volta dos 16, 17 anos… Nesta idade, o adolescente ainda está construindo a sua identidade. Sendo assim, é uma fase de muitas mudanças…de comportamento, de gostos, enfim, é uma fase “turbulenta”. O principal objetivo de uma orientação profissional é propiciar mais segurança do jovem com a sua escolha. Não existe uma escolha “certa”… o que existe é uma escolha feita com mais informações, sobre si mesmo e sobre o mundo do trabalho, que consequentemente fará com que o jovem se sinta mais seguro.

 

Revista: E com os pais? O melhor é dar opinião, ou tentar não influenciar?

Rafaela: Os pais não precisam ficar neutros neste processo. Para o filho, é muito importante saber a opinião dos pais em relação ao que ele está escolhendo para a sua vida profissional. É diferente de dizer o que o filho deve ou não fazer. Conversar sobre as profissões, e principalmente, contar sobre as suas experiências de trabalho e tentar trazer mais dados de realidade para o jovem auxilia muito nesse processo de escolha!

 

Revista: Enfim, além do vestibular, a questão da escolha profissional é algo que merece maior atenção também, certo?

Rafaela: Com certeza! Uma boa escolha pode ser o primeiro passo para uma vida profissional de sucesso!

 

Rafaela de Menezes Souza Brissac

Psicóloga, mestre em Educação (Unicamp). Membro da atual diretoria da ABOP – Associação Brasileira de Orientação Profissional. Autora do PROJECTA – Programa de Orientação de Carreira da Unicamp. Autora do projeto #EUNOFUTURO da escola Anglo Taquaral.

(19) 99218-4159

Facebook rafaela.brissac.psicologia

www.rafaelabrissac.com.br

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